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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Educação (Física) na Cultura Digital


Estamos concluindo nossa participação na oferta piloto do curso de especialização em Educação na Cultura Digital. Ontem e hoje aconteceram as apresentações dos TCCs dos cursistas do Núcleo Educação Física, orientandos dos profs. Antonio Luis Fermino, Rogério Santos Pereira e Juliano Silveira. O LaboMidia/UFSC participou desde o processo de construção da proposta do curso, da produção dos conteúdos do nosso núcleo específico e agora termina com as defesas de TCC de 10 colegas de Educação Física do estado de Santa Catarina. Vale lembrar que todo o conteúdo do curso é REA (recurso educacional aberto) e está a disposição em www.educacaonaculturadigital.mec.gov.br .



domingo, 17 de julho de 2016

A deficiência da informação esportiva na série "Eficientes" do Esporte Espetacular

  Há 52 dias de iniciarem os Jogos Paralímpicos Rio/2016, a décima quinta edição do megaevento esportivo tem sido tratada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) como um agente catalisador de mudança da ótica com que se olha as pessoas e os atletas com deficiência. O sucesso esportivo do esporte para pessoas com deficiência no Brasil neste ciclo paralímpico que encerra nos Jogos do Rio (2012-2016), trouxe visibilidade social e midiática para essa manifestação esportiva dentro do país. A sétima posição nos Jogos de Londres/2012 e o recorde de medalhas nos Jogos Parapan-americanos de Toronto/2015 (257 no total) são dois marcos dessa transformação do paralimpismo em fenômeno popular e massivo na cultura esportiva do país.
  Podemos considerar que a não transmissão televisiva da avalanche de medalhas conquistadas pela delegação brasileira nos Parapan-americanos de 2015 foi a chave para o reconhecimento popular e consequente popularização do paradesporto como objeto de consumo no país. Na ocasião, a cada dia de competição que os atletas brasileiros conquistavam inúmeras medalhas, o clamor popular nas redes sociais pela visibilidade midiática desses personagens, até então negligenciados do telespetáculo esportivo, se tornava mais forte. Exemplo disso foi que o CPB, aproveitando o movimento social comunicativo que ocorria nas redes, emplacou a hashtag, #hinotododia, que se tornou emblemática dessa virada midiática para o esporte paralímpico. Como desdobramento desse processo, os Jogos Paralímpicos, que até então eram um produto esportivo de baixo valor no mercado midiático brasileiro, virou automaticamente pauta permanente dos programas de jornalismo esportivo dos principais meios de comunicação de massa do país, tais como a Tv Globo e o seu "Jornal Nacional", e rapidamente teve seus direitos de transmissão televisiva para a edição de 2016 comprados com exclusividade pela referida emissora. Portanto, o megaevento esportivo paralímpico que está para acontecer é um marco representativo do processo dialético de popularização e midiatização do esporte de alto rendimento para pessoas com deficiência.



  Neste domingo, ao assistir o tradicional programa esportivo da rede Globo, "Esporte Espetacular", fui acometido por algumas reflexões acerca da abordagem que a emissora está se propondo a fazer do seu mais recente investimento esportivo, o esporte paralímpico. Ao lançar mais uma série de reportagens denominada de "Eficientes" (assistir aqui), dessas típicas do agendamento midiático-esportivo que acontecem as vésperas de grandes eventos esportivos, logo evidenciaram a proposta de mudança de paradigma com relação ao esporte e aos atletas paralímpicos, tirando o foco do signo linguístico, "Deficiente", para "Eficientes". Para aqueles aficionados pelo esporte e por qualquer tipo de manifestação que se desdobre dele, nada de novo na abordagem e na estruturação jornalística que os produtores da série fazem, que teve nesta primeira edição o atleta Alan Fonteles do atletismo como personagem principal. Contou-se a história de vida do velocista através de falas da família (mãe, irmã e esposa), de amigos da infância, de professores e de treinadores, recheada de choro e emoção pelas dificuldades enfrentadas por ele para chegar até a conquista da medalha de ouro nos Jogos de Londres/2012, na prova dos 200 metros rasos, vencendo o favorito e ídolo sulafricano, Oscar Pistorius. Tudo isso foi apresentado na reportagem fazendo a projeção e criando a expectativa de uma nova medalha na competição que inicia daqui a menos de dois meses. Portanto, apenas uma nova roupagem, com novos personagens que carregam consigo novos elementos de pauta como as deficiências, para uma mesma abordagem que a narrativa midiática faz com os seus produtos esportivos. Mais do mesmo. Tragédia, caridade, superação de limites, criação de expectativas, mitificação de ídolos esportivos em heróis da vida, assim como sempre se fez com os jogadores de futebol da seleção brasileira em vésperas de Copas do Mundo e com os atletas olímpicos antes de Jogos Olímpicos.



  Nesse trato com um novo produto, ainda em processo de apropriação por parte da mídia, alguns elementos concernentes ao esporte para pessoas com deficiência acabaram aparecendo de modo passageiro na construção da narrativa e me provocaram a colocar em foco de reflexão. A primeira delas é a origem da deficiência como fator possivelmente determinante para o modo como se focaliza e como se percebe a mesma. No caso do corredor, Alan Fonteles, que precisou amputar as duas pernas abaixo do joelho no 21º dia de vida por conta de uma falha congênita no desenvolvimento dos membros inferiores, a percepção dos outros e a autopercepção dele sobre a deficiência foi uma questão que chamou atenção. Para a mãe dele, por exemplo, ele realmente perdeu as pernas, pois nasceu com elas e precisou amputá-las. Para o atleta, diferentemente, ele disse não ter a sensação de ter perdido nada, pois cresceu e teve uma infância "normal" como todas as outras, mesmo sem as duas pernas. Nesse sentido, parece impossível dissociar o modo de percepção da deficiência ao modo como ela se originou, se congênita ou adquirida, e também do sujeito que a interpreta. No entanto, as orientações que instituições burocráticas do esporte paralímpico vêm dando para a mídia através de guias para se evitar expressões como "sofreu", "perdeu", "vítima de", parecem ser um importante esforço e movimento para mudança de paradigma do coitadismo em torno das pessoas com deficiência (guia britânico, guia do Comitê Internacional, guia brasileiro), mas também podem ser consideradas um preciosismo da pragmática linguística do âmbito acadêmico e esportivo que os próprios protagonistas desse cenário não se apegam e estão muito pouco preocupados, como pudemos ver nas falas da própria mãe de Alan, que em vários momentos falou do momento da "perda das pernas" pelo filho, e do próprio Alan, que a tratou o tempo inteiro como algo normal, natural.
  Outro elemento que apareceu na reportagem foi que o próprio Flavio Canto, apresentador e repórter da série, misturou Olímpico e Paralímpico ao perguntar para Fonteles como era o sentimento de ter subido a um pódio Olímpico. Essa confusão que se faz entre as duas manifestações esportivas parece que vai se perpetuar ainda por um bom tempo, sobretudo no âmbito midiático, pois o próprio movimento paralímpico iniciou o seu processo de construção e legitimação como fenômeno paralelo ao Olímpico e agora que vem tentando se colocar como manifestação esportiva separada, destituída e diferente daquela mais antiga. Por isso, inclusive, a orientação para mudança do uso da expressão Paraolímpico para Paralímpico como forma de diminuir e encerrar essa mistura e confusão com o correlato Olímpico. Vamos continuar acompanhando e ver até onde vão as comparações e as confusões que a narrativa midiática vai fazer entre as duas manifestações esportivas. Ver artigo científico sobre essa questão aqui.
  Por fim, pode parecer uma sutileza, mas a narrativa midiática da série ao apelar hiperbolicamente para os elementos afetivos e emocionais que giram em torno do esporte e dos atletas, deixa de informar sobre questões importantes para o esclarecimento da complexidade do fenômeno esportivo. Um dos assuntos da reportagem foi a dificuldade de Fonteles no momento da iniciação esportiva no atletismo com as próteses que ele tinha. Nas primeiras competições, ainda quando criança e adolescente, o atleta corria com a prótese convencional de madeira, que o machucavam nas pernas, e num dado momento um membro do CPB conseguiu e lhe deu uma prótese de fibra de carbono, específica para velocistas do atletismo adaptado. Foi depois disso que o atleta deslanchou em nível nacional e internacional, chegando ao ouro em Londres. O problema na narrativa dessa história é que perdeu-se, mais uma vez, uma ótima oportunidade para se falar dos altos custos das próteses de carbono e dos equipamentos que se usa no esporte adaptado e paralímpico. Deixa-se de falar e de problematizar um paradoxo que parece estar instalado no esporte paralímpico, que se propôs inicialmente como espaço de inclusão e de participação social para pessoas com deficiência, mas que pelas condições de competitividade e de alto rendimento que vêm se desenvolvendo, está se tornando excludente pelo alto custo dos equipamentos necessários para se chegar aos índices de classificação dos Jogos Paralímpicos.
  Enfim, são algumas questões a se pensar sobre o processo de midiatização e massificação do esporte paralímpico que está eminente. Uma ótima oportunidade para discutirmos diversidade e inclusão no plano da sociedade, tendo o esporte como objeto referente e como fenômeno da cultura contemporânea. Então, a pergunta que me segue é, ainda há tempo para termos o Esporte Paralímpico NA mídia, ou teremos assim como todas as outras manifestações esportivas midiatizadas, o Esporte Paralímpico DA mídia? A minha impressão, se é que interessa, é que a série da Globo só teve eficiência no nome, porque na abordagem e na informação continuou deficiente como sempre fez no trato com o esporte.

Seguimos,

Abraço,

Silvan

quarta-feira, 15 de junho de 2016

VI ENOME - ENCONTRO NACIONAL DO OBSERVATÓRIO DA MÍDIA ESPORTIVA



VI ENCONTRO NACIONAL DO OBSERVATÓRIO DA MÍDIA ESPORTIVA

O LaboMídia – Laboratório e Observatório da Mídia Esportiva – foi criado no ano de 2003 no Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e desenvolve estudos/pesquisas na relação entre Educação Física, Esporte e Mídia/Tecnologias, principalmente, no âmbito escolar com perspectiva da Mídia-educação. Assim, ao longos desses 13 anos de existência formou e qualificou mestres e doutores de vários cantos do país. Toda Produção está disponível no site www.labomidia.ufsc.br que engloba teses, dissertações, relatórios de pesquisas, artigos, livros e capítulos de livros entre outros. A inserção do Grupo não se limita a este campo, mas, também, contribui nos pareceres para periódicos e editoras da área e, principalmente, insere-se ao Grupo de Trabalho Temático Comunicação e Mídia do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte. Portanto, existem pesquisadores e núcleos do LaboMídia em vários estados brasileiros e com isso, nasceu a necessidade de um encontro que deu origem ao ENOME - Encontro Nacional do Observatório da Mídia Esportiva. Os primeiros anualmente e hoje ele é bianual, cujas edições de 2009 e 2010 aconteceram em Aracaju/SE; 2011 em Florianópolis/SC; em 2012 em São João Del Rei/MG; 2014 em Matinhos/PR e neste ano de 2016 o evento retorna à Aracaju/SE.


PROGRAMAÇÃO
Dia11/08/2016 (quinta-feira)
18:00h – Abertura: Retrospectiva do ENOME

Afrânio Bastos – Chefe/DEF/UFS
Sérgio Dorenski – Coord. ENOME I – Ocorrido na UFS/2009
Cristiano Mezzaroba – Coord. ENOME II – Ocorrido na UFS/2010
Giovani Pires – Coord. ENOME III – Ocorrido na UFSC/2011
Diego Mendes – Coord. ENOME IV – Ocorrido na UFSJ/2012
Fábio Messa - Coordenador ENOME V – Ocorrido na UFPR/2014
Coordenador (a) – Bianca Poffo (UFPR)
Local: Auditório da Reitoria

19:30h – Apresentação Cultural

“PercusSE” - Grupo de Percussão do Conservatório de Música de Sergipe

O Grupo foi criado pelo ex-professor de percussão do conservatório Wallace Patriarca, que atualmente reside em Goiânia. No ano de 2015, Hélvio Mendes assumiu o cargo de professor de percussão do Conservatório de Música de Sergipe. A proposta é realizar um trabalho de música de câmara dedicado exclusivamente ao repertório percussivo em que abarque os diferentes contextos da música que a percussão está inserida.
Atualmente o PercusSE conta com os integrantes: Alan Andrade, Daniel Nogueira, Davi Dias, Fábio Teixeira, Gledson Nunes, Jonan Santos, Julio Guimarães, Mauricio Pinto, Rodrigo Prado, Washington de Jesus, Wendell Ronei, Josinei Santos e a participação especial de Ismark Nascimento e Nalini Menezes.


“Um Quê de Negritude” - Grupo de Dança do Colégio Estadual Atheneu Sergipense

Sob a coordenação da professora Clélia Ramos o grupo, que em 2016 completará 10 anos tem como objetivo divulgar a cultura afro-brasileira através da dança e promover reflexões sobre o racismo e o preconceito racial na atualidade.

  
Dia 12/08/2016 (sexta-feira)

Manhã

Mesa I – 9:00h às 11:00h – Mídia-Educação Física em Tempos de Megaeventos Esportivos: Do discurso midiático às possibilidades pedagógicas
Palestrantes – Mariana Lisboa/SEESC; Diego de Sousa Mendes/UFSJ; Marcio Romeu Ribas de Oliveira/UFRN
Coordenador – Silvan Menezes
Local: Auditório da Reitoria
11:00 às 12:00 – Sessão de Pôster
Local: Área Externa do Auditório da Reitoria

12:00 às 14:00h – Almoço

Tarde
14:00h – 18:00h – Mesas temáticas

Mesa II - 14:00h às 16:00h – “Estética e formação de professores de Educação Física: contextos, dificuldades, possibilidades”
Palestrantes – Luciana Fiamoncini/UFSC; Hamilcar Silveira Dantas Júnior/UFS
Coordenador – Cristiano Mezzaroba/UFS
Local: Auditório da Reitoria

Mesa III – 16:00h às 18:00h – “Pesquisa em Educação Física, Esporte e Mídia: Projetos e Perspectivas”

Palestrantes - Rogério Santos Pereira/CDS/UFSC; Fábio Messa/UFPR; Thiago Machado/DEF/UFS; Marcio Romeu R. de Oliveira/UFRN; Cesar Leiro (UFBA/UNEB)
Coordenador – Elaine S. S. Fontes/DEF/UFS
Local: Auditório da Reitoria

18:00h – Lançamento de livros

“MÍDIA-EDUCAÇÃO FÍSICA EM AÇÃO: possibilidades com as interfaces entre Esporte e Copa do Mundo/2014” - (Orgs.): Sérgio Dorenski e Cristiano Mezzaroba;

19:00h às 21:00h - Reunião Interna do Grupo

Dia 13/08/2016 (sábado)

08:00h às 18:00 - Atividade de Extensão do LaboMídia

Inscrições no Evento até 10/08/2016

Pelo Sigaa: https://www.sigaa.ufs.br – Extensão – Eventos (consulta...) – Departamento de Educação Física (Buscar) – VI Enome ... – Realizar Inscrição – Inscrever-se (setinha verde)
Normas Para Inscrição de Trabalho - Pôster:

Os trabalhos devem envolver pesquisas, trabalhos de final de cursos, monografias, trabalho de disciplinas no tocante à Educação, Educação Física, Esporte, Mídia entre outros temas, mas, preferencialmente estes.
Está limitado um trabalho por inscrição podendo ser coautor em outro.
O texto do resumo deve ter página tamanho A4, margens (direita, esquerda, superior e inferior) de 1cm e limite de 1 página, fonte Arial para todo texto. Preencher os espaços de acordo com as necessidades do resumo (título, autores/instituições, introdução, metodologia da pesquisa, resultados e discussão, referências etc., podendo incluir tabelas e gráficos).
Não ultrapassar 1 (uma) página.
Grave o documento e crie uma versão em "PDF" para a submissão. O arquivo que deve ser enviado é o do formato em “PDF” para e-mail: enome2016@gmail.com
O limite de tamanho do arquivo PDF é de 1MB.
No resumo deverá constar todos os autores do trabalho, inclusive o orientador (se houver).
Título: tamanho 12
Introdução, Resultados e discussão: Tamanho 10
Referências: Tamanho 8
Prazo final de recebimento de trabalho: 31/07/2016
Modelo do Resumo no Link abaixo:



Confecção do Banner

Largura – de 50 cm mínima à 90 cm máxima
Altura – de 80 cm mínima à 120 cm máxima
Levar material como cordão, tesoura, fita adesiva etc;
Título: idêntico ao do resumo enviado;
Nome dos autores e instituição;
Introdução; métodos; resultados e discussão; conclusões;
Agradecimentos / Instituição de fomento (se houver);
Utilizar o mínimo de texto e o máximo de figuras, fotos, tabelas e recursos gráficos possíveis;
Referências



Tal como afirmou Adorno (1996), não serão apenas reformas educacionais que conseguirão modificar radicalmente as condições sociais objetivas que conduziram ao atual processo de semiformação cultural. Todavia, superar a educação danificada pelo travamento da sua dimensão crítica, reflexiva e dialógica é a única razão pela qual ainda se pode falar eticamente em projetos pedagógicos. Abrir mão deste compromisso significa compactuar, pela omissão e silêncio, com o processo de instrumentalização da razão e de reificação do humano, que se torna ainda mais agudo em tempos neoliberais [...], recuperar a utopia educacional do projeto de modernidade – e trabalhar no sentido de viabilizá-la – pode representar a decisiva diferença entre formação imediatista, limitada à instrumentalização de competências técnico-funcionais para acesso submisso ao mercado, e uma outra, que se projeta para além da estrita instrucionalidade escolar (igualmente necessária), transcendendo sua reflexão na direção da cidadania emancipada, como possibilidade de reconstrução social, a partir dos ideais de progresso, igualdade e justiça para todos”.

Giovani De Lorenzi Pires




Apoio:

LaboMídia/UFSC/UFS
Universidade Federal de Sergipe – UFS
Pró-Reitoria de Extensão - PROEX
Departamento de Educação Física –DEF/UFS




 


Coordenação

Cristiano Mezzaroba/DEF/UFS
Giovani De Lorenzi Pires/CDS/UFSC
Rogério Santos Pereira/CDS/UFSC
Sérgio Dorenski/DEF/UFS

Comissão Organizadora Local

Carlos Alexandre A. dos Santos
Elaine S. S. Fontes
Enderson da Silva Santos
Manoel Messias Xavier Santos
Mateus Henrique Silva Santos
Silvan Menezes dos Santos
Thiago Vieira Machado



Contatos:
(79) - 99801-1496 (VIVO)
(79) - 99147-8446 (TIM)
E-mail: enome2016@gmail.com