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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Motriviência: edição 48 no ar! A Educação Fìsica na BNCC


Alô, amigos/as da Motrivivência!

Acaba de ser publicada a edição v.28, n.48, set/2016 da nossa revista. A seção temática trata da Base Nacional Comum Curricular, além das seções tradicionais de Artigos e Porta Aberta.

Convidamos a todos/as a navegar no sumário e apreciar as contribuições da nossa comunidade acadêmica: https://periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/issue/view/2427 .

A capa sintetiza o nosso editorial:


sábado, 17 de setembro de 2016

Defesa de Tese: Lyana Thédiga de Miranda

Na tarde dessa última sexta-feira (16/9/2016), no auditório do CDS/UFSC, aconteceu a defesa de tese da nossa querida labomidiana Lyana Thédiga de Miranda.
Com o título "Saberes de ação, interação e comunicação: metodologia ativa e resolução colaborativa de problemas com crianças na escola", a tese foi defendida junto ao PPGE/UFSC, sob orientação da profa Mônica Fantin e co-orientação da profa. Gilka Girardello. Participaram da banca os professores Pier Cesare Rivoltella (Itália), Manoel Pinto (Portugal) e Andrea Cavalcanti (UFC), como membros externos; e Andrea Lapa e Giovani Pires, membros locais.
O LaboMidia/UFSC se congratula com a Lyana, pesquisadora do grupo há muitos anos e que tem colaborado muito nas nossas diversas ações de pesquisa, ensino e extensão. Parabéns, Lyli !!!



RIO 2016: O LEGADO OCULTO

Pessoas, segue abaixo um texto produzido pelos alunos da Disciplina Educação Física, Esporte e Mídia. Fiquem a vontade para os comentários, pitacos, sugestões...o debate está aberto!
Sérgio Dorenski


RIO 2016: O LEGADO OCULTO

Andreane A. de Lisboa – Comunicação Social (Áudio Visual)
Bruno Augusto M. Cavalvante - Comunicação Social (Jornalismo)
Roanna Nascimento Silva - Comunicação Social (Áudio Visual)
Tácia Suane Martins dos Santos - Serviço Social

Na arena é desfile, fora dela é exploração. No estádio é ouro, mas na favela é chumbo. Na vila é alojamento e na comunidade é remoção!
As Olimpíadas Rio 2016 fora alvo de grande engajamento político e econômico. Os investimentos em infraestrutura e urbanismo para recepção do grande evento foram exorbitantes, chegando a alcançar o valor de R$ 38,26 bilhões, dos quais 57% fora oriundo de recurso público, segundo o Instituto Ethos. O crescimento turístico disparara, a cidade recebera mais de 1,17 milhões de visitantes. De acordo com o balanço realizado pela prefeitura, cada turista desembolsara, em média, R$ 424,00 diários durante a passagem pela cidade maravilhosa. Não casualmente, o setor hoteleiro atingira a margem de 94% de ocupação. Os estabelecimentos comerciais da zona sul atingiram o crescimento de 70% da sua lucratividade, e a concessionária de metrôs municipal, por exemplo, transportara durante os jogos cerca de 13,9 milhões de passageiros (G1, 2016).
Os números da Rio 2016 saltam aos olhos nos diversos setores que a acolhera. Todavia, se o montante financeiro pode ser em números evidenciados, os danos sociais ocasionados pelo grande evento são incalculáveis. As mazelas oriundas desde a gênese do projeto até os últimos dias de competições evidenciaram o lado mais perverso do espírito olímpico.
Desde 2009, quando a cidade foi escolhida para sediar os jogos, mais de 77 mil pessoas perderam suas casas para construção da cidade olímpica e incremento na mobilidade urbana. Neste processo, a gestão pública nunca se propusera a discutir com os afetados, alternativas a estas remoções. A ação, por sua vez, configurou o maior processo de remoções da história do Rio: uma política transvestida pelo megaevento como desculpa para seguir no processo de expulsão das camadas mais pobres da população das áreas cujo interesse é restritamente empresarial.
 Ainda neste período, quando se consolidada o incremento das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), 2.600 pessoas foram mortas por PMs nas zonas periféricas. Isto se deve não por mera casualidade, mas pela lógica da militarização do território, segunda a qual, o objetivo nunca fora a segurança dos moradores e/ou ampliação do acesso a serviços públicos, mas sim o controle dessa população pobre e negra, sempre vista como inimiga aos grandes eventos.
Não obstante, o mês que antecedera a olímpiada, concretizara, segundo a Polícia Federal, o aumento de 43% na quantidade de drogas apreendidas no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). A denúncia sobre o esquema Prostituição Infantil com vista para o Parque Olímpico, também pode ser mencionada como um dos legados olímpicos que poucos têm acesso, uma vez que, a grande mídia se propõe a resguardar a imagem do evento como benfeitor de atos, jamais como percussor infame. 
Se fossemos aqui, salientar a desigualdade social, o desequilíbrio ambiental, a fraudulência nos recursos, entre tantas outras questões pouco evidenciadas nas Olimpíadas, certamente, nos faltariam caracteres, além de corremos o risco de transmitir ao leitor o equívoco da culpa, uma vez que, o esporte apesar de ser centralidade dos jogos, também não passa de um intenso processo mercadológico do capital. Todavia, chamamos atenção às amostras apresentadas no texto.
Faz-se necessário, nos atentarmos ao que, de fato, move o dito “espírito olímpico” através dos nítidos reflexos que este apresenta: o investimento é público, mas lucro é privado; as obras são feitas, mas população não usufrui; a mídia silencia e não explana; a polícia não prende, só espanca; a morte é banalizada e o espetáculo aplaudido; o pobre assiste de fora e ninguém ouve seu grito. Rio 2016, os jogos da exclusão!

REFERÊNCIAS:
O mapa dos jogos da exclusão. Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-mapa-dos-jogos-da-exclusao>. Acesso em: 02 de agosto de 2016.
O custo da Olimpíada do Rio é atualizado para R$ 38,26 bilhões. Disponível em: http://www.jogoslimpos.org.br/destaques/custo-da-olimpiada-rio-2016-e-atualizado-para-r-3826-bilhoes/. Acesso em: 02 de agosto de 2016.